O Artist Date é um passeio solo semanal para estimular sua criatividade, parte do método de Júlia Cameron. Na Cidade do México você pode fazer isso na Casa Azul de Frida Kahlo, no MUAC, no Museu Soumaya ou no Museu de Antropologia, caminhando por Coyoacán, Roma e La Condesa, ou entre as árvores da Floresta de Chapultepec. A chave é ir você sozinho e sem objetivo produtivo.
Qual é o encontro com o artista (e por que o CDMX brilha)
La encontro com o artista É uma das duas ferramentas do método de Júlia Cameron: uma vez por semana você sai você sozinho, sem companheiros, algumas horas, para fazer algo que alimente a sua imaginação. Não é trabalho nem tarefas pendentes: é brincar, olhar, deixar-se surpreender. A Cidade do México, com sua densidade cultural e bairros tranquilos, oferece variedade para ter um encontro diferente a cada semana durante meses. Aqui estão vinte ideias por zona.
O sul histórico: Coyoacán e San Ángel
1. A Casa Azul (Museu Frida Kahlo). A casa onde Frida nasceu, viveu e morreu, cheia de sua cor, de seu jardim e de seus objetos. Ir sozinho, sem pressa, olhando cada detalhe, é um encontro intenso. Compre seu ingresso com antecedência porque está esgotado. Se isso te inspira, leia como Frida usou seu diário como uma ferramenta criativa.
2. O centro de Coyoacán. As praças Hidalgo e Centenário, o quiosque, a fonte do coiote, as barracas de neve. Sente-se em um banco com seu notebook sob as árvores.
3. Casa-Museu Leon Trotsky. A poucos quarteirões da Frida, outra casa-museu com jardim e muita história. Calmo e não muito lotado.
4. O Jardim Centenário e suas livrarias. Cafés literários e livrarias independentes onde poderá passar uma tarde.
5. Plaza San Jacinto em San Ángel. Paralelepípedos, casarões coloniais e, aos sábados, o Bazar de Sábado repleto de arte e artesanato.
Roma e Condesa: o coração criativo
6. Ande com a Condessa. Parque México e Parque España, as ruas arborizadas, a arquitetura art déco. Andar aqui é prática criativa puro
7. As galerias de Roma. O bairro concentra galerias de arte contemporânea, muitas delas com entrada gratuita. Entre sem saber o que vai ver.
8. As livrarias e cafés de Roma. Desde grandes correntes até joias independentes. Um longo café e uma hora escrevendo na janela.
9. O Mercado de Medellín. Cor, cheiros, sabores de toda a América Latina. Material puro para os sentidos.
10. Uma loja de materiais de arte. Entre e mexa em papéis e tintas, compre algo novo que ainda não sabe usar.
A cidade não tira o seu tempo criativo: ela o devolve. Cada imagem que você coleta hoje é material para o que você criará amanhã.
O encontro com o artistaOs grandes museus
11. Museu Nacional de Antropologia. Um dos melhores do mundo. Não tente ver tudo: escolha um quarto – o mexicano, o maia – e fique. Aos domingos a entrada é gratuita para nacionais e residentes.
12. Museu Soumaya. Seu edifício prateado já é uma obra; dentro, um acervo enorme e gratuito. Ele espirala suas plantas.
13. MUAC (Museu Universitário de Arte Contemporânea). Na Ciudad Universitaria, arte atual em um espaço luminoso. Combine isso com um passeio pelo campus, Patrimônio Mundial.
14. Museu Tamayo, em Chapultepec. Arte moderna e contemporânea entre as árvores da floresta.
15. Palácio de Belas Artes. Os murais de Rivera, Orozco e Siqueiros sob a cúpula art nouveau. Entre apenas para olhar para cima.
Verde e altura
16. A Floresta Chapultepec. O imenso pulmão da cidade: o lago, o castelo, os trilhos. Uma manhã inteira de compromissos cabe facilmente aqui.
17. Os Viveiros de Coyoacán. Um enorme viveiro público onde as pessoas correm e caminham entre as árvores. Silêncio verde no coração da cidade.
18. O Centro Histórico visto de uma cobertura. Suba a um terraço com vista para o Zócalo e a Catedral e desenhe os telhados coloniais.
19. Xochimilco durante a semana. Longe da agitação do fim de semana, um passeio tranquilo pelos canais é uma viagem fora do tempo.
20. Um cinema de arte (Cineteca Nacional). Cinema de autor, sozinho, a meio da tarde, num dos mais belos complexos da cidade.
Como tirar mais proveito do seu encontro no CDMX
A Cidade do México é enorme e o trânsito pode consumir uma tarde inteira. Para que o encontro não se transforme numa odisseia logística, escolha uma zona específica todas as semanas e fique nela: um dia Coyoacán, outro o Roma-Condesa, outro o Centro. Caminhar dentro de um único bairro, em vez de atravessar a cidade, deixa você mais tempo para olhar ao redor e menos tempo para o estresse do deslocamento.
Aproveite também o ritmo próprio da cidade. As manhãs dos dias úteis nos grandes museus estão quase vazias; Aos domingos, porém, a entrada é gratuita, mas com mais gente, ideal se a agitação o alimenta. A luz da tarde no Vale do México é particularmente bonita para desenhar telhados ou escrever num terraço. E não subestime o pequeno: uma barraca de tamale, o tocador de realejo em uma praça, a cor de uma parede descascada. A nomeação não exige grandes planos; exige olhos acordados. Leve sempre um caderno de bolso para registrar o que você vê, pois em uma cidade tão intensa as imagens se acumulam rapidamente e são esquecidas com a mesma rapidez.
Como fazer o encontro acontecer
O desafio universal de conhecer o artista não é escolher o lugar, mas aparecer. Reserve o espaço na sua agenda com dia e horário fixos, vá mesmo que tenha preguiça ou se sinta estranho em ir sozinho, e não transforme isso em recados. Seu significado é precisamente que ele não “serve” para nada, exceto para preenchê-lo. Se você quiser mais inspiração, confira nosso 50 ideias para encontros e o guia para fazê-los sem gastar. A citação enche o poço; as páginas matinais o desbloqueiam. Juntos eles são o método completo.